terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Minha experiência da neve.












(As fotos representam a apenas a parte fofa da viagem)


Minha experiência na neve é…Como vou dizer…Péssima.
Não me dou bem com ela e nem ela comigo. Mas o que não fazemos por amor, né?! Resolvi desafia-la mais uma vez. Estávamos em Granada, pertinho da Sierra Nevada e seria ótimo ter um professor como o Bruno para me ensinar a andar de snowboard.

Claro que eu não tinha equipamento adequado, mas dei um jeito...Nada que um allstar, um macacão da década de 80 e luvas amarelas não resolvessem.

Pegamos o carro e seguimos viagem...Era mais longinho do que pensávamos e é claro que nos perdemos. Logo, só chegamos na montanha depois do almoço.

Estava nevando muito, muito, muito...E, por isso, fomos proibidos de tentar esquiar. Dirigimos um tempão, estávamos com frio e não iríamos fazer nada naquele lugar. Ótimo, 1 X 0 para a neve.

Bom, não ia me dar por vencida, então resolvi aproveitar para fazer todas as coisas engraçadinhas que aparecem em filmes: bonecos de neve, anjinhos na neve, escritos na neve, guerra de neve...

2 horas depois saímos de lá com uma sensação gostosa, mesmo sem ter esquiado o lugar era lindo.

Quando chegamos no carro ele estava inteirinho branco de neve. Olha que fofo...Tiramos fotos,rimos e fomos tirar a neve dali. Estava FRIO, enfiei o meu allstar em todo gelo do mundo e só depois de quase congelar consegui entrar no carro. Ótimo, liga aí o ar quente no máximo...

Já relaxados ligamos o carro e...Descobrimos que não conseguíamos sair do lugar. O carro estava preso. Neve 2 X0.

E sai do carro, e entra no carro, e acelera, e desacelera e rezaaaa...Aí o carro sai. Boa, nosso santo é forte.O carro sai e vamos andando bem devagarinho. O céu estava todo branco e não víamos nada...De repente ouvimos uma mulher gritando: Vcs estão na contramão!!!!

Tentamos virar o carro por muito tempo e não conseguimos...Estávamos no meio do nada, tudo era branco, frio...Tipo filme de terror, mas sem aquela música ao fundo. O que eu acho que é até mais aterrorizante, afinal o que é pior do que o silêncio???

Quando já estávamos quase chorando passou um daqueles caminhões de limpeza e conseguiu tirar neve o suficiente para darmos a volta com o carro. Mas nossa felicidade durou muito pouco, o carro estava escorregando e a todo segundo perdíamos o controle...Até que batemos numa parece de gelo e resolvemos deixar o carro por lá. Neve 3 X 0.

Saímos andando a procura de um lugar para ficar. Para chegar na cidade precisávamos pegar o ski-lift, mas tínhamos um problema já eram 17:35 e ele fechava às 17:30. Fiquei desesperada, mas fui até o controlador de lá, com os olhos cheios de lágrima e disse - mio carrito ficou na nieve, preciso ir para la cidade. Não sei como o homem entendeu, mas deixou a gente passar.

Todos os graus que podiam estar negativos estavam e eu só me imaginava naquele programa da Discovery – Sobrevivi, sabe?! Tipo, “Como uma menina sobreviveu à neve com apenas 1 allstar todo molhado. Assistam hoje!”

Fomos de hotel em hotel, mostramos o nosso olhar de dó e acabamos por conseguir um quartinho honesto por um preço bem desonesto.

Eu tava com tanto medo que não queria sair do quarto, confesso que até bebi água da pia do banheiro para não ter que ir porta a fora.

Dormimos na Sierra Nevada e torcemos muito para não nevar mais. No dia seguinte acordamos bem cedo e fomos embora daquela cidade do mal. Deu tudo certo, mas aprendi alguma coisas:

1 - Quando vc vir uma placa que parece um ovo do Mario Bros significa que o seu carro precisa de correntes nas rodas. Aquilo não é um ovo, é a sua roda mesmo.

2 – Na Espanha Carro = Coche

3 – Quando vc acha que mais nada pode dar errado em alguma situação é pq vc está se tornando uma pessoa ingênua.

ANO NOVO



















Tudo começou com uma pergunta:
Para onde vamos no ano novo?

Segunda-feira: Já sei, vamos para Veneza!
Terça-feira: Ixi, só chove por lá e a cidade inundou ainda mais. Não estão aconselhando ninguém a ir...
Quarta – feira: Então vamos para Atenas?
Quinta-feira: Putz, acabou de começar uma guerra civil em Atenas.. Não estão aconselhando ninguém a ir....
Sexta-feira: Então vamos...
Sábado: Então vamos...
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Granada???

Como somos extremamente organizados, resolvemos ir para Granada no próprio dia 31 de dezembro. Fizemos nossas malas 10 minutos antes de partir, imprimimos um mapinha e seguimos para a Espanha.

A estrada tava com uma chuva chatinha, daquelas que vai te perseguindo a cada curva, sabe?! Mas estávamos tão empolgados que nem ligamos.Paramos para comer um croquete gelado, tomar uma Coca quente e rapidamente continuar a viagem...Vamo que vamo.

O todo poderoso Google Maps tinha dito que seriam 6 horas de viagem e já estávamos no finalzinho das indicações...Só tinha uma coisa estranha, estávamos numa serra bizarra e em direção a uma cidade X, chamada Rute.Será que tínhamos economizado tanto no hotel que estávamos há 1 hora de Granada?

Bom, o jeito era arriscar no espanholito: Perdon, perdon...Adonde és este hotelito...(hehehehehehe)

Depois de muitas indicações e horas perdidas descobrimos algo que nos deixou pasmos: o Google Maps tinha errado...NÃO!!! O meu oráculo falhou...

E já eram 8 da noite e estávamos perdidos.

As horas foram passando, passando e nós nos desesperamos, desesperamos....Até que às 22 da noite entramos na cidade. Mas nada do hotel...Cadê, cadê. Sem brincadeira, demos pelo menos 17 voltas na mesma rotatória.

E, às 23 em ponto chegamos no Granada Inn.Peguei meu vestido branco (meio branco) coloquei 2 meias-calças, 2 blusas, 1 malha e um casacão e saí correndo parecendo uma bola de neve.

Para onde ir??? Sei lá, vamos sempre reto. E assim chegamos num centrinho lindo de morrer que fez valer as 10 horas de estrada. Descemos do carro e fomos para o meio da multidão. Estavam todos olhando para uma projeção estranha e ouvindo músicas típicas. Ganhamos fantasias, uvas e começamos a contagem regressiva, que na Espanha começa no 12, não sei pq. E foi dessa forma que 2009 começou, estava feliz, com o meu lindo conhecendo mais uma cidade maravilhosa.

Depois de pular ondinhas imaginárias, curtir muito aquele momento e beber nossa champagne barata, percebemos que as pessoas começaram a seguir outro rumo...Bom, vamos seguií-las, ?! Afinal devem estar indo para alguma festa...

Bom, andamos 2 horas atrás das pessoas e acabamos por não descobrir aonde elas estavam...Já no caminho de volta para o hotel lembramos que não tínhamos ceiado...Mas resolvemos isso muito rápido, entramos num daqueles micro restaurantes de Kebab, bem nojento e gostosos e fizemos a festaaaa.

Agora sim, estávamos prontos para ir embora...Quando...Nos demos conta de que nenhum dos dois tinha a menor noção de onde estava o carro. Andamos, andamos, andamos...E perguntamos no espanholito - Por favore, sabes donde está o nosso carrito? Coche...Cotche? Cotiche? Coxer?

Olha, foi uma noite e tanto. Uma noite que simbolizou um pouco do que eu vivi em 2008. Muita confusão, muitas horas perdidas, muito amor, muita viagem, muita beleza, muita alegria...Muita intensidade.E espero que 2009 venha com tudo isso e ainda mais, trazendo mais coisas boas para mim, e para todos vcs!

FELIZ ANO NOVO.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Natal de Emigrante













Passar datas importantes fora do seu país é complicado, por isso precisamos pensar muito bem no que fazer para nos divertir. Esse ano eu e o Bruno resolvemos investir no que mais gostamos: comida.

Durante esses meses estamos aprendendo a cozinhar, uma lasanha aqui, um frango ali e assim, a cada dia, ganhamos novos quilinhos e somos mais felizes.

Para a ceia escolhemos receitas da até então odiada, Ana Maria Braga. Não é que a mulher tem dicas bacanas e, além disso, mostra filminhos muito úteis. Optamos por abolir todas as tradições e apostar numa ementa simplesmente gostosa.

Eu sempre tive um problema com a ceia de Natal. Acho o cardápio todo estranho. Para começar temos animais geneticamente modificados que só comemos em Dezembro, como é o exemplo do Chester. O que é o Chester? Um frango com peitão? E o Tender? Você não encontra Tenders no Zoo, seu filho de 6 anos não te pede um Tender de aniversário...

Além dos animais misteriosos temos as frutas que servem como acompanhamento. O que é a maça com groselha??? E,o pior de todos, o Panetone. Ele é tão bonito, tão macio...E, para estragar toda essa fantasia, vem com frutas secas dentro...Eca! Aqui em Portugal ao invés de Panetone temos o “Bolo Rei”, que consegue ser ainda pior. Duro com mil coisas coloridas cristalizadas.

Enfim, estranhesas a parte, apostamos no seguro,uma boa massa, maionese, frango e sorvete. Perfeito.Com a ceia pronta e deliciosa, muitos presentes, vinhos e até sobremesas, tivemos um Natal incrível.

Ai se Jesus estivesse vendo como comemoramos o seu 2009 aniversário ficaria orgulhoso...2009? Não, quantos anos Jesus faz? 2009 tem a ver com o ano novo...Afe..Que confusão....

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Convite de aniversário.


quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Um dia a casa cai – parte 2

Depois de escolher uma casa, precisávamos pensar em coisas extremamente necessárias para a nossa vida. Como somos muito parecidos, em coro decidimos:

TV
Geladeira
Cama

A TV nós já tínhamos, a geladeira nós ganhamos, então, vamos buscar a terceira, a cama.

Alugamos um carro e fomos até a Disney dos adultos, o Ikea. Lá, deitamos e pulamos em todos os colchões até acharmos aquele que parecia perfeito. Como demoramos muito para tomar a decisão, fomos os últimos clientes a sair da loja. Mas nem ligamos para as caras feias dos vendedores, afinal, iríamos ter aonde dormir essa noite.

Chegamos no carro e por 1 segundo achei que o colchão não ia caber no porta-malas...Esse 1 segundo passou para 2, 3, 4...E 5 minutos depois ainda estávamos tentando enfiar um elefante dentro de um fusqueta.

E agora? A loja estava fechada, a gente tinha um colchão gigante e não estávamos perto de nada...

Tudo estava perdido até meu lindo namorado se manifestar:

Bruno: Eu tenho uma idéia!

Então mais aliviada ouvi.

Bruno: E se levarmos o colchão no teto? Cada um segura de um lado

Carol indignada: Como assim? Sem cordas, sem nada????

Bruno: Ai Carol, pára de ser fresca, já fiz isso milhões de vezes com o Vitão.

Carol pensa que, mesmo isso não sendo normal para ela, podia ser para os outros, no caso, para o seu namorado... E, com medo de ser chamada de fresca, perua, dondoca...Responde: Ok!

Colocamos o colchão no teto, cada um segurou de um lado e saímos em direção à estrada. Tínhamos um caminho grandinho para percorrer, mas como o Bruno “já tinha feito isso milhões de vezes”eu estava, de certa forma, tranqüila.

Assim que saímos para a estrada e bateu o primeiro ventinho, minha tranqüilidade virou pó, se transformou em pânico. Mas voltei a pensar: Não vou me mostrar fresquinha, vou agüentar. Mais uns segundos, mais uns ventinhos e minha mão já estava vermelha, dormente. Era MUITA força. Mas eu tinha que agüentar, afinal, sempre fui uma menina resistente...

E nisso tudo o Bruno quieto, concentrado...

Que droga!!! O Pânico me tomou...Eu me dei conta que estava numa estrada, com um carro alugado, segurando um colchão no teto, utilizando apenas a minha mão que não é nada grande e nada firme, na cidade que mais venta no mundo...

Quando olho para o Bruno já pedindo arrego, ele me olha em pânico, com lágrimas nos olhos e diz:

Linda, era mentira, nunca fiz isso na vida e nunca vou fazer de novo. Não estou agüentando o colchão, o que vamos fazer????

E nisso, uma lagriminha caiu pelas nossas faces. Sabíamos que estávamos em apuros...

Fomos andando bem devagarinho, parando em tempos em tempos para descansar a nossa mão. Até chegarmos em Lisboa. Quando já estávamos perto da nossa ex casa um policial pára o nosso carro.

Policial: Documento do carro, carteira de motorista...E...Pq raios vcs estão carregando um colchão assim???

Explicamos todo o nosso causo e depois de uma bela bronca fomos proibidos de continuar o nosso percurso daquela forma precária. Já cansados, resolvemos levar o colchão na cabeça até a nossa ex casa. E assim fomos, a pé, despertando todos os risos e comentários das pessoas que passavam.

Agora, como íamos levar o colchão até a nossa NOVA casa???

Mais uma vez, o Bruno me surpreendeu quando enfiou o colchão dentro do carro o esmagando. Conseguimos, chegamos até o destino final.

Colocamos o colchão em casa e quando deitamos no mesmo...Ele se deformou inteiro...É claro, depois de tudo o que fizemos com ele, era o mínimo esperado

Mas só conseguimos pensar: Que droga de colchão!!! Vamos ligar para o Ikea e reclamar.

Assim, depois de alguns dias, tínhamos um colchão novo em casa. Adoro a frase"Satisfação garantida ou o seu dinheiro de volta".

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Um dia a casa cai – Parte 1

Faz tempo que não falo com vcs, ando escrevendo tão pouco, né?! Mas isso é só uma fase, aliás, uma grande fase de mudanças que já dura uns mesinhos. Primeiro mudei de trabalho, depois de casa, logo o Bruno chegou, a Fé se foi...Enfim, muita coisa acontecendo e muito pouco tempo para acompanhar esse milk-shake de emoções.

E hoje, em como homenagem a toda essa mudança vou escrever sobre ela, literalmente. Como foi me mudar da rua Légua da Povoa para a Luciano Cordeiro.

Alugar um apartamento aqui não é NADA fácil, ainda mais para um casal de brasileiros. Depois de procurar muito na internet achamos uma casa que parecia ok, num lugar bom por um preço adequado. Ligamos correndo para o corretor e marcamos a visita.

Como qualquer casal apaixonado, fomos, no caminho todo, imaginando como seria a nossa primeira casa, nosso primeiro lar...Será que teria uma sacada com florzinhas rosas, vizinhos super gente boa, uma vista para a cidade mais linda do mundo...Ai, como tudo era lindo até...Nos depararmos com a casa em questão.

Ela tinha nada mais, nada menos do que um papel assinado por algum órgão público (que eu não me recordo qual) dizendo que a mesma não tinha condições de moradia, ou seja, estava interditada. E, o pior de tudo, na frente deste papel, estava a corretora fingindo que nadaaa estava errado, tentando tapar o mesmo com as suas gigantes ancas. Sorridente, a “sem-noção nos diz”: Bom dia! Que jovem casal! Acho que vcs vão amar a casa. Sim, a casa estava caindo...Não, não íamos ficar com ela.

Na semana seguinte uma nova casa. Já com menos romantismo, mas ainda muito otimistas fomos até lá. A casa até que estava ok, mas tinha 1 pequeno problema, o dono se gabava de ter mobílias da década de 20. Tentamos convencê-lo de tirar pelo menos os sofás de veludo molhado verde, ou os armários que foram da sua tatatatataravó, mas nada...Portanto, achamos melhor não ficar com a casa...O retrô pode estar na moda, mas o mofo não.

Mais uma casa e, o casal até então otimista e romântico, já estava cético. Desta vez o prédio era um charme, mas é claro que tinham coisas estranhas. Se não, o que seria desta história? Eram 3 lances de escada. Achou que era esse o problema? Nãoooo...O problema era que o quarto se encontrava dentro da cozinha. Imaginem a cena, agora imaginem o arquiteto dessa casa. Eu tenho certeza que ele tinha orelhas de burro. Assim, descartamos mais uma opção. Nunca poderíamos fritar um hambúrguer, portanto, tanto eu, como o Bruno não conseguiríamos viver ali...hehehe

Tudo parecia estar perdido até que, encontrei uma pedra preciosa, meio bruta, eu confesso, mas não deixava de ser empolgante. Um apartamento recém remodelado, grandinho e num lugar ótimo. Seu único problema: não tinha móveis. Mas depois de muitas conversar acabamos por achar que isso não seria empecilho e assinamos o contrato.

Nós tínhamos uma casa. Do jeito que sempre sonhamos...

Mas calma que a história não acabou por aí, afinal, precisávamos de móveis....E o que eu não achava ser impecilho...Hummmm, não vou entregar cenas do próximo capítulo...Até já!

terça-feira, 25 de novembro de 2008

"Te encontro nos Santos". Todos os dias...






Um dia acordei com a sensação de que estava faltando alguma coisa. Saí de casa e a sensação me acompanhou, pé ante pé. Abri a bolsa e estava tudo ali, na mesma bagunça de sempre, olhei para a minha roupa e estava tudo no lugar, as mesmas manchas e botões caídos...A chave do carro na mão, o celular na outra mão...Hum, tudo ok, mas a mesma sensação de vazio... Será que me esqueci de algum compromisso, reunião, Job, telefonema, aniversário??? Não... E minha noite foi difícil, uma guerra tonta entre o sono e essa maldita sensação.

No dia seguinte, fui escovar os dentes e percebi algo de estranho, aquela sensação tinha voltado. Saco! E assim, passei mais um dia com ela insistindo em me lembrar de algo que eu não conseguia me lembrar. E de 2 dias isso virou 2 semanas, e de 2 semanas, 2 meses. A estranha sensação virou comum e se instalou no meu corpo, mais ou menos entre a 11ª e a 12º costela.

Hoje, muito mais adaptada e conformada com essa sensação, resolvi dar um nome à ela. Ela chama Fernanda. Quer saber mais sobre ela?

Ela é uma menina colorida, um pouco amarela, um pouco vermelha e um pouco azul, com muitas gotinhas. Ela gosta de viajar, comprar roupas e ouvir boas músicas. Mas até aí todo mundo, né?! Ela gosta de ver Extreme Make Over para chorar no final, gosta de dormir sem meia e de ficar com o cabelo molhado depois do banho. Adora uma cervejinha, um vinho e um cérebro, só não toma vodka, pq essa tal enlouquece. Gosta de cozinhar e deixa qualquer Dona Benta no chinelo com a sua sopa de alface.

Ela é forte, determinada e inteligente. Ah, e por mais que grandes professores tenham tentado a ensinar, ela não aprendeu a mentir.

Ela guarda todos os problemas para ela e se preocupa com os outros muito mais do que deveria. Assim, de vez em quando explode e fica com cara de mal-humorada. Tenho medo dessas horas...hehehe

Ela acha que tem cara de macaquinho, acha que é muito branca e que suas pintas são gigantes, mas ela é o máximo. Os velhos, as crianças e as plantas amam quando ela aparece. Sempre com um sorriso no rosto, o cabelo atrás da orelha e os dedos a estalar.

Ela adora falar, fala o dia inteiro e isso faz dela a pessoa mais legal do mundo. Ah, disso eu me lembro, noites em claro de conversas desprovidas de cabimento ou lógica...Diversão, também me lembro disso.

Bom, agora ela mora em mim, tudo o que aprendi e vivi estão aqui, na forma de sensações, memórias e saudades. E assim vai ser para sempre, não importa o mundo, as passagens de avião ou os bairros e sítios, importa que ela é tão especial que já tem um pedaço no meu coração reservado, exclusivamente para ela, a Fê, ou Fé.



*Obrigada por me ensinar mais coisas do que você pode imaginar...Sim, caldo de carne fica bom em tudo...hehehehe...Te amo Fezoca!