sexta-feira, 22 de maio de 2009
Sul da Itália - Parte 3
No terceiro dia de viagem eu resolvi comprar um pacotinho de excursão até Capri. Eu e mais 7 americanas da minha idade partimos cedo de barco
sexta-feira, 15 de maio de 2009
Sul da Itália - Parte 2
Cheguei em Sorrento e escolhi um hotel bem bonitinho para me instalar pelos próximos dias. A cidade era uma graça, mas eu estava na busca de uma praia para tirar essa cor amarelada que grudou em mim e não parece ir embora tão cedo. Peguei um mapa e segui em direção aPositano.
Depois de 45 minutos de ônibus na costa Amalfitana, cheguei ao meu destino. Um lugar lindo, lindo mesmo, parecia uma favela, mas extremamente organizada e chique. O Rio devia seguir esse modelo...
A praia era pequena, mas com um mar azul turquesa, acompanhado de uma vila supercharmosa com ruas estreitas, muitas lojinhas e restaurantes, o que fazem do local, único. Só tinha um problema eu estava no topo da montanha olhando essa vista maravilhosa, mas não sabia como chegar até lá. E só então me deparei com o meu maior inimigo: as escadas.
(Aqui era exatamente aonde eu estava...longeeeee da praia)
Não tive muita escolha, sai andando, descendo, descendo, descendo, me perdendo e só depois de 1 hora e meia eu cheguei no meu real destino. A vila estava cheia e tudo era muito caro, mas mesmo assim era maravilhoso. Como não dava para tomar sol por causa do friozinho que estava fazendo, resolvi passar nas lojinhas, almoçar muito bem e tirar fotos. Estava tudo muito bem, até que eu abri o mapa da cidade e estava escrito " último trem às 17:00". Entrei em pânico, tinha pelo menos 2647505 degraus para subir e já tinha passado das 15:00.
Sai correndo de lá e comecei a maratona, subir, subir, subir...parar um pouquinho, beber água...subir, subir, subir, parar um pouquinho e lembrar como é respirar...Subir, subir, subir, parar um pouquinho e chegar a conclusão de que eu realmente não sou mais novinha, não.
Até que 16:59 eu cheguei no ponto e logo, logo o ônibus também chegou. Ele parou, mas não abriu a porta da frente, sem entender nada entrei na porta de trás. Foi aí que tudo fez sentido, se a lotação máxima era de 80 pessoas, tinham umas 140. Todo mundo em pé, cheirando mal e gritando como só os italianos sabem fazer. O cara da minha frente era bem maior do que eu o que me deixava numa situação horrível, a minha cabeça dava exatamente na altura do seusuvaco...E suvaco vindo da praia tá longe de ser gostoso...Fiquei alguns minutos sem saber o que fazer, morrendo de nojo, vendo aquela serra perigosa e imaginando que os 45 minutos que eu estaria lá passariam como 45 horas. Foi então que eu desencanei da compostura e sentei no chão do ônibus, abri um livro e fui levando joelhada o caminho inteiro. Mas acreditem, foi de longe a melhor opção.
Quando cheguei no hotel, não conseguia nem pensar...Me joguei na cama e dormi até o dia seguinte
terça-feira, 12 de maio de 2009
Sul da Itália - Parte 1
Tem horas que a gente cansa de morar na Europa, tudo parece tradicional demais, lento demais e pequeno demais. E quando isso acontece só há uma coisa que possamos fazer para voltarmos a gostar daqui: comprar uma passagem de avião bem barata para algum lugar desconhecido.
Assim, semana passada eu fui parar no sul da Itália e conheci - Nápoles, Pompéia, Sorrento, Positano e Capri. Vou tentar contar um pouquinho de cada aventura.
Nápoles
Já tinham me dito que Nápoles era feio, mas li em algum lugar que lá tinha a "melhor pizza do mundo" e como eu sempre acredito nestas coisas parei na cidade para ficar 1 dia. O que diziam que era feio é ainda pior, pensem no Largo da Batata... Com certeza o lugar mais sujo e perigoso que eu já vi. Cheguei no meu hotel bizarro, deixei tudo o que eu tinha de valor lá e fui em busca da pizza.
Andei por mil camelôs, pelas pessoas mais feias do planeta, sarjetas imundas e cheguei. O lugar era superrr discreto, mas tinha um cheirinho ótimo. Pedi um lugar para sentar e fui parar numa mesa minúscula com mais 2 pessoas desconhecidas, já achei estranho, mas tudo bem. No cardápio só 2 sabores: marguerita ou marguerita com alho...Ok, escolhi a primeira e uma cerveja que veio quente num copinho de plástico. Para melhorar ainda mais o serviço, os garçons não se esforçam nem para entender- " Please, one marguerita." então você tem que optar pela mímica e passar alguns segundos de vergonha diante um restaurante cheio. Mas acreditem, mesmo com tudo isso, eu sai de lá feliz. Será que é milagre??? Não...É a melhor pizza do mundo, comprovadamente.
Já fora da pizzaria percebi que eu estava no lugar mais difícil de atravessar a rua do mundo. Em Nápoles não tem farol então as pessoas vão se jogando sob os carros até conseguirem chegar do outro lado. Eu esperava alguém atravessar para ir junto e, claro, ia rezando durante a travessia toda, imagina morrer num lugar feio daqueles!
Fui em direção ao museu nacional de lá, que é até bacaninha, mas juntar muitos italianos num espaço fechado deixa o lugar quase insuportável, eles falam numa altura de voz que deve ser até perigosa para o tímpano, e começam desde cedo, aqui os bebês não choram, eles berram.
Meu dia em Nápoles estava no fim, graças a Deus...hehehehe. Fui para a estação pegar um trem até Sorrento. Sempre me imaginei como nos filmes, andando num trem lindo, passando na costa de Itália com alguma trilha musical fantástica ao fundo. E na real, o ipod até que estava contribuindo para a trilha, mas o caminho percorrido pelo trem deixa bastante a desejar e o trem nem deveria chamar trem, é um metro apertado que me fez ficar em pé segurando as minhas malas por 1 hora.
Mas enfim, cheguei em Sorrento e tudo começou a melhorar.
segunda-feira, 6 de abril de 2009
Quanto vale o show?
Uma breve história para um dia com um breve momento de folga.
Há alguns meses a crise invadiu o meu país, a minha cidade e, consequentemente, o meu bolso. Logo, tive que me livrar do meu bem mais precioso, a minha empregada. Ok, já estava um pouco de saco cheio, ela já estava acomodada, lerda e nunca conseguíamos entender o que ela falava, era um tipo de dialeto complicadíssimo.
Mas o tempo foi passando, a poeira acumulando, as roupas estragando e então fomos forçados a voltar a pensar numa diarista. Mas desta vez eu queria contratar alguém, de preferência, com TOC, para ter sempre vontade de arrumar as minhas coisas.
Um dia estava fazendo a unha, com a minha manicure e resolvi perguntar: Gi, vc conhece alguma empregada que seja o máximo dos máximos.
E ela: Claro, a minha...Ela é ótima...Mas é cara.
Peguei o telefone mesmo sabendo que a empregada era cara e resolvi ligar.
Eu: Oi Marilene, tudo bom? Queria uma empregada para trabalhar umas 5 horas por dia em casa e tal, vc está interessada?
Ela: Sim, sim, posso ir, me fala o seu endereço.
Eu: Luciano Cordeiro...
Ela: Tá, eu vou com o meu carro, tem onde estacionar?
Eu: Sim, logo na porta
Desliguei o telefone feliz de ter encontrado uma empregada, mas logo me bateu uma tristeza que eu não sabia da onde estava vindo...Pensei, pensei, pensei...E cheguei a uma conclusão:
A minha manicure tem uma empregada cara
A empregada cara tem um carro
Eu não tenho nem carro e nem empregada
Então pq raios eu fui escolher ser publicitária??????
Há alguns meses a crise invadiu o meu país, a minha cidade e, consequentemente, o meu bolso. Logo, tive que me livrar do meu bem mais precioso, a minha empregada. Ok, já estava um pouco de saco cheio, ela já estava acomodada, lerda e nunca conseguíamos entender o que ela falava, era um tipo de dialeto complicadíssimo.
Mas o tempo foi passando, a poeira acumulando, as roupas estragando e então fomos forçados a voltar a pensar numa diarista. Mas desta vez eu queria contratar alguém, de preferência, com TOC, para ter sempre vontade de arrumar as minhas coisas.
Um dia estava fazendo a unha, com a minha manicure e resolvi perguntar: Gi, vc conhece alguma empregada que seja o máximo dos máximos.
E ela: Claro, a minha...Ela é ótima...Mas é cara.
Peguei o telefone mesmo sabendo que a empregada era cara e resolvi ligar.
Eu: Oi Marilene, tudo bom? Queria uma empregada para trabalhar umas 5 horas por dia em casa e tal, vc está interessada?
Ela: Sim, sim, posso ir, me fala o seu endereço.
Eu: Luciano Cordeiro...
Ela: Tá, eu vou com o meu carro, tem onde estacionar?
Eu: Sim, logo na porta
Desliguei o telefone feliz de ter encontrado uma empregada, mas logo me bateu uma tristeza que eu não sabia da onde estava vindo...Pensei, pensei, pensei...E cheguei a uma conclusão:
A minha manicure tem uma empregada cara
A empregada cara tem um carro
Eu não tenho nem carro e nem empregada
Então pq raios eu fui escolher ser publicitária??????
quinta-feira, 26 de março de 2009
Síndrome de Peter Pan. A minha favorita.
Antes dos 26: me divertindoOs tempos mudaram, hoje uma criança aprende a ler com 5 anos, uma menina perde a virgindade aos 14 e a Carol entra na famosa crise da meia idade em plenos 26.
Com 26 anos você já não tem mais a “desculpa” de ser jovem. Já não paga mais meia entrada em shows, cinemas, viagens, já está fora das pesquisas de mercado e, o pior, o seu seguro de saúde já é um pouquinho mais caro.
E agora? Virou adulto...Vai, levanta da cama, trabalha 10, 12 horas por dia para juntar dinheiro para comprar uma casa. Comprar uma casa? E a parte linda da independência que o aluguel te dá? Esquece...Independência não combina com a vida adulta, deixa a palavra que te marcou durante os últimos anos de lado e comece a gostar de outra: estabilidade.
Quer sair á noite, beijar um desconhecido e voltar feliz para casa? Não pode, quando sai com um homem já precisa perguntar se ele tem apartamento próprio, planos para o futuro e analisar se ele tem bons genes para ser pai. Gostou do cara, mas ele é orelhudo? Deixa a fila andar, o relógio está correndo contra você e o seu futuro marido tem que estar por aí.
Quer sair á noite beber um pouco a mais e chegar de ressaca no dia seguinte no trabalho? Não pode, não há espaço para enganos, se você errar uma vírgula por causa dos pós-efeitos da vodka a sua empresa perde milhões e você é demitida.
Quer começar algum idioma? Na-nã...Na sala só vão ter pivetes e você vai se sentir muito mal.
Ok, todo o lado ruim está explicado aqui em cima. Quer saber o lado bom de virar adulto? Eu também...Por enquanto não achei, por isso mesmo que chamo esse momento de: CRISE. Mas calma, também não estou com aquelas idéias malucas de começar a pescar e comprar uma porsche...Estou só aprendendo a viver como adulta. Já sei cozinhar, me maquiar, pagar impostos e já entendi que uma bolsa de couro vale 10 vezes mais do que 5 bolsas de plástico. Creio que estou no caminho certo. Daqui a pouco vou ficar mais azeda, perfeccionista e chata...Já estou me preparando...
Não acho que esse seja o fim do mundo, mas é o meio...hehehehe...Amigos casando, comprando empresas, tendo filhos, enfim, tudo o que parecia estar tão longe está do outro lado da rua. E o que eu espero mesmo é conseguir curtir tanto essa fase quando curti a minha fase “ jovem”. Porque conheço pouquíssimas pessoas que viveram cada segundo da juventude como eu.
sexta-feira, 13 de março de 2009
O cliente tem sempre a razão. Menos em Lisboa
Lisboa é uma cidade tranquila, gostosa, muito boa de se morar. Aqui as pessoas trabalham para viver e não vivem para trabalhar, como SP. E eu gosto muito dessa filosofia, adoro sentir que estou aproveitando mais as coisas boas e dando ainda mais valor para o meu namorado, minha casa, meus amigos, minhas noites e fins de semana. Mas...Essa deliciosa “paz” tem o seu preço, e ele é alto.
Imagina só. Você no supermercado, uma fila grande, já que sempre, dos 5 caixas, só 1 funciona. Você lá esperando todas as velinhas pagarem uma conta de 87 euros com moedas de 10 centavos e, quando chega a sua vez vc ouve:
Margarida, você viu o que aconteceu com a Rita?
Com a Rita? Não vi
Ela foi passar o troco para a cliente e não tinha
E aí?
Ai que ela teve que pegar num outro caixa, que estava longe e acabou por esbarrar num dos clientes...Que derrubou um iogurte...
Papo vai e papo vem e as mulheres do caixa não estão nem aí para o seu sofrimento. Afinal, o cliente é um mero coadjuvante .
Quando chega a sua vez e vc vai feliz colocar as suas coisas no balcão, ela diz: Espera só um pouquinho que precisamos trocar a bobina.
O processo para trocar a bobina é uma arte quase milenar, funciona assim: A mulher, calmamente, acende a luz do caixa e fica parada esperando alguém notar uma leve luz amarela. Quando o supervisor percebe a mesma vai até o caixa e pergunta: O que foi? E a mulher responde: Preciso trocar a bobina. Ele se locomove outra vez e vai buscar a bobina no fim do mundo. Volta, como uma tartaruga, coloca a bobina e resolve aproveitar e contar todo o dinheiro do caixa.
Acho que não preciso explicar mais, né?! São dezenas de minutos perdidos e ninguém ligando para vc.
Sabendo de toda a falta de importância que os estabelecimentos dão aos consumidores, o governo resolveu criar o Livro de Reclamação, para que assim, toda vez que vc emputecer de vez, possa deixar isso registrado. Nos meus casos passei minutos e minutos escrevendo bíblias que pelo jeito nunca foram lidas.
Para demonstrar um pouco mais da falta de tato com o cliente vou contar um caso real e nojento, ou seja, se vc se aflige facilmente, não leia os próximos 3 parágrafos.
Eu e o Bruno fomos comprar um lanche no Burguer King. Estávamos conversando e na hora de fazer o pedido ouvimos a empregada gritando do nosso lado para o caixa que nos atendia. Olha Pedro, que nojo, vomitaram aqui!! E isso era do nosso lado mesmo, nem olhei direito e continuei pedindo o meu lanche bem rápido para não ficar morrendo de nojo.
A mulher não ligou para a gente e continuou: Olha que engraçado, a pessoa tinha comido algum tipo de marisco, dá para ver...Olha, olha.
Quando já estávamos pegando o troco ela veio até a gente com a vassoura nojenta e mostrou para o caixa os tentáculos do polvo que tinham saídos ilesos do estômago de algum cliente. Juro, a coisa mais sem noção e espanta-cliente que podia existir!!!
Bom, depois desse exemplo horrível, preciso comentar duas situações em que o cliente está sempre errado e quase tem que pedir de joelhos para ser bem atendido.
1 – Farmácia.
Ir na farmácia pode demorar horas e horas, tudo depende de quantos velhinhos estiverem lá dentro, é claro, e de como andam as novelas. As mulheres te ignoram por completo e ficam conversando sobre tudo o que é fútil. E outra, ouse interrompê-las, elas ficam bravas e te tratam pior ainda.
Outro dia falei: Minha senhora, estou com pressa.
E ela: Você não vê que estou ocupada?
*ocupada: sinônimo de discussão de novela
Imagina, eu, que só queria um remédio estava atrapalhando!!! Aposto que se eu falasse que a “Maya vai se casar com o Bahuan no Caminho das Índias” ela viraria minha melhor amiga.
2 – Táxi.
Vcs já sabem que eu odeio os taxistas mais do que tudo no mundo então nem vou me alongar na descrição...hehehe
Para onde a senhora vai?
Para a rua “Braamcamp.”
Depois de parar no “Campo Grande” eu pergunto: Peraí, o que estamos fazendo aqui?
Vc não disse “Campo Grande’”?
Não, disse Braamcamp...
Bom, já que vc não sabe fazer português é melhor descer aqui.
É isso...Tá a fim de pagar o preço? Eu estou pagando feliz da vida.
Imagina só. Você no supermercado, uma fila grande, já que sempre, dos 5 caixas, só 1 funciona. Você lá esperando todas as velinhas pagarem uma conta de 87 euros com moedas de 10 centavos e, quando chega a sua vez vc ouve:
Margarida, você viu o que aconteceu com a Rita?
Com a Rita? Não vi
Ela foi passar o troco para a cliente e não tinha
E aí?
Ai que ela teve que pegar num outro caixa, que estava longe e acabou por esbarrar num dos clientes...Que derrubou um iogurte...
Papo vai e papo vem e as mulheres do caixa não estão nem aí para o seu sofrimento. Afinal, o cliente é um mero coadjuvante .
Quando chega a sua vez e vc vai feliz colocar as suas coisas no balcão, ela diz: Espera só um pouquinho que precisamos trocar a bobina.
O processo para trocar a bobina é uma arte quase milenar, funciona assim: A mulher, calmamente, acende a luz do caixa e fica parada esperando alguém notar uma leve luz amarela. Quando o supervisor percebe a mesma vai até o caixa e pergunta: O que foi? E a mulher responde: Preciso trocar a bobina. Ele se locomove outra vez e vai buscar a bobina no fim do mundo. Volta, como uma tartaruga, coloca a bobina e resolve aproveitar e contar todo o dinheiro do caixa.
Acho que não preciso explicar mais, né?! São dezenas de minutos perdidos e ninguém ligando para vc.
Sabendo de toda a falta de importância que os estabelecimentos dão aos consumidores, o governo resolveu criar o Livro de Reclamação, para que assim, toda vez que vc emputecer de vez, possa deixar isso registrado. Nos meus casos passei minutos e minutos escrevendo bíblias que pelo jeito nunca foram lidas.
Para demonstrar um pouco mais da falta de tato com o cliente vou contar um caso real e nojento, ou seja, se vc se aflige facilmente, não leia os próximos 3 parágrafos.
Eu e o Bruno fomos comprar um lanche no Burguer King. Estávamos conversando e na hora de fazer o pedido ouvimos a empregada gritando do nosso lado para o caixa que nos atendia. Olha Pedro, que nojo, vomitaram aqui!! E isso era do nosso lado mesmo, nem olhei direito e continuei pedindo o meu lanche bem rápido para não ficar morrendo de nojo.
A mulher não ligou para a gente e continuou: Olha que engraçado, a pessoa tinha comido algum tipo de marisco, dá para ver...Olha, olha.
Quando já estávamos pegando o troco ela veio até a gente com a vassoura nojenta e mostrou para o caixa os tentáculos do polvo que tinham saídos ilesos do estômago de algum cliente. Juro, a coisa mais sem noção e espanta-cliente que podia existir!!!
Bom, depois desse exemplo horrível, preciso comentar duas situações em que o cliente está sempre errado e quase tem que pedir de joelhos para ser bem atendido.
1 – Farmácia.
Ir na farmácia pode demorar horas e horas, tudo depende de quantos velhinhos estiverem lá dentro, é claro, e de como andam as novelas. As mulheres te ignoram por completo e ficam conversando sobre tudo o que é fútil. E outra, ouse interrompê-las, elas ficam bravas e te tratam pior ainda.
Outro dia falei: Minha senhora, estou com pressa.
E ela: Você não vê que estou ocupada?
*ocupada: sinônimo de discussão de novela
Imagina, eu, que só queria um remédio estava atrapalhando!!! Aposto que se eu falasse que a “Maya vai se casar com o Bahuan no Caminho das Índias” ela viraria minha melhor amiga.
2 – Táxi.
Vcs já sabem que eu odeio os taxistas mais do que tudo no mundo então nem vou me alongar na descrição...hehehe
Para onde a senhora vai?
Para a rua “Braamcamp.”
Depois de parar no “Campo Grande” eu pergunto: Peraí, o que estamos fazendo aqui?
Vc não disse “Campo Grande’”?
Não, disse Braamcamp...
Bom, já que vc não sabe fazer português é melhor descer aqui.
É isso...Tá a fim de pagar o preço? Eu estou pagando feliz da vida.
quinta-feira, 12 de março de 2009
Casos e Acasos dos transportes públicos.
Existem pessoas que acham fantástico vir para a Europa e andar de transportes públicos. Consideram-nos hype, práticos e até mesmo amigos-do-verde. E, é, claro, existe eu, que não consigo entender o pq dessas pessoas pensarem assim.
No calor, você entra num metro, por exemplo, e estão todos apertados como sardinhas, suando em bica e exalando cheiros nada agradáveis. Já no inverno, quando vc se acha livre dessas coisas desagradáveis, na sua primeira viagem descobre outro fato, as tosses e os espirros. É cof-cof para cá e para lá e todos aqueles germes vão para onde??? Para vc, é claro, no caso eu, que tive até bronquite este ano.
Sei que devo estar parecendo uma fresca neste momento. Mas realmente tenho preguiça de transportes públicos e acho que já somos íntimos o suficiente para você, leitor, me entender. A única coisa boa de andar nos mesmos é ter histórias para dividir, afinal, acontecem coisas estranhíssimas...
Tem um cara na minha rua que só corta as unhas enquanto espera o ônibus . É a terceira vez que vejo ele fazendo isso no ponto. Ele leva o seu trim e fica concentrado na sua higiene pessoal, se eu posso dizer que isso é higiene. E as unhas vão caindo no chão e as pessoas vão ficando enojadas...E ele? Nem aí...hehehehe
Outro dia, no metro, apareceu a verdadeira mulher barbada. Não estou exagerando, era uma mulher que tinha barba mesmo e não era nada ralinha. A doida ainda a aparava com cuidado e, como o Bruno diz: fazia até “a mosca”. “Mosca”, para quem não sabe, é aquele quadradinho de barba que fica logo embaixo da boca. Enfim, a mulher além de ter acabado de escapar do Circo, ela ainda estava mal vestida e....Vendia sanduíches.!!! Tadinha, deu até dó, mas como ela acha que vai vender algum sanduíche???? Ela devia era fazer um curso de marketing e mudar o seu produto de venda para algum tônico capilar ou remédio para carecas...Tenho certeza que aumentaria os seus lucros.
Mais uma história sobre metros? Tudo bem... Um dia estava esperando o mesmo e já estava bem tarde. Com fome fui naquelas maquininhas e tirei um chocolate com nozes. Estava lá toda pimpona comendo o meu chocolate quando deixo cair uma noz inteira. Ao olhar para o chão dou de cara com um ratinho ( daqueles bonitinhos mesmo, não as ratazanas de esgoto de SP). Ele pegou a noz e a comeu toda. Ficou lá um tempo e fugiu. Achei fofo. Mas depois de alguns segundos ele apareceu de volta, e desta vez com a família inteira. Uns 4, 5 ratinhos me cercaram e com medo acabei dando foi o meu chocolate todo. Assim, ficou registrado o primeiro caso de assalto de ratos da história.
E, para acabar...Todos os dias eu pegava o ônibus na mesma hora e junto comigo entravam 1 mãe com um bebé de colo e duas crianças de mais ou menos 4 anos. Ela fazia o maior malabarismo e todos tentavam ajudar, inclusive eu. Normalmente me sentava perto da família e ia brincando com os garotos. Isso foi numa boa até o dia que um dos filhos dela começou a me odiar. Do nada o menino ficou alteradaço, primeiro ele chorava ao me ver e, depois, me chutava. Passei a me sentar longe, mas não adiantava, ele ia até mim e me chutava ou gritava. E os mini chutes doem, né?! E não posso fazer nada a não ser sorrir e devolver a peste para a mãe. Resultado, chego 15 minutos atrasada no trabalho pq só pego o próximo ônibus...hehehehe...Tenho medo de crianças doidas.
E assim vou levando, ou melhor, e assim vou rezando para o meu carro sair do conserto.
No calor, você entra num metro, por exemplo, e estão todos apertados como sardinhas, suando em bica e exalando cheiros nada agradáveis. Já no inverno, quando vc se acha livre dessas coisas desagradáveis, na sua primeira viagem descobre outro fato, as tosses e os espirros. É cof-cof para cá e para lá e todos aqueles germes vão para onde??? Para vc, é claro, no caso eu, que tive até bronquite este ano.
Sei que devo estar parecendo uma fresca neste momento. Mas realmente tenho preguiça de transportes públicos e acho que já somos íntimos o suficiente para você, leitor, me entender. A única coisa boa de andar nos mesmos é ter histórias para dividir, afinal, acontecem coisas estranhíssimas...
Tem um cara na minha rua que só corta as unhas enquanto espera o ônibus . É a terceira vez que vejo ele fazendo isso no ponto. Ele leva o seu trim e fica concentrado na sua higiene pessoal, se eu posso dizer que isso é higiene. E as unhas vão caindo no chão e as pessoas vão ficando enojadas...E ele? Nem aí...hehehehe
Outro dia, no metro, apareceu a verdadeira mulher barbada. Não estou exagerando, era uma mulher que tinha barba mesmo e não era nada ralinha. A doida ainda a aparava com cuidado e, como o Bruno diz: fazia até “a mosca”. “Mosca”, para quem não sabe, é aquele quadradinho de barba que fica logo embaixo da boca. Enfim, a mulher além de ter acabado de escapar do Circo, ela ainda estava mal vestida e....Vendia sanduíches.!!! Tadinha, deu até dó, mas como ela acha que vai vender algum sanduíche???? Ela devia era fazer um curso de marketing e mudar o seu produto de venda para algum tônico capilar ou remédio para carecas...Tenho certeza que aumentaria os seus lucros.
Mais uma história sobre metros? Tudo bem... Um dia estava esperando o mesmo e já estava bem tarde. Com fome fui naquelas maquininhas e tirei um chocolate com nozes. Estava lá toda pimpona comendo o meu chocolate quando deixo cair uma noz inteira. Ao olhar para o chão dou de cara com um ratinho ( daqueles bonitinhos mesmo, não as ratazanas de esgoto de SP). Ele pegou a noz e a comeu toda. Ficou lá um tempo e fugiu. Achei fofo. Mas depois de alguns segundos ele apareceu de volta, e desta vez com a família inteira. Uns 4, 5 ratinhos me cercaram e com medo acabei dando foi o meu chocolate todo. Assim, ficou registrado o primeiro caso de assalto de ratos da história.
E, para acabar...Todos os dias eu pegava o ônibus na mesma hora e junto comigo entravam 1 mãe com um bebé de colo e duas crianças de mais ou menos 4 anos. Ela fazia o maior malabarismo e todos tentavam ajudar, inclusive eu. Normalmente me sentava perto da família e ia brincando com os garotos. Isso foi numa boa até o dia que um dos filhos dela começou a me odiar. Do nada o menino ficou alteradaço, primeiro ele chorava ao me ver e, depois, me chutava. Passei a me sentar longe, mas não adiantava, ele ia até mim e me chutava ou gritava. E os mini chutes doem, né?! E não posso fazer nada a não ser sorrir e devolver a peste para a mãe. Resultado, chego 15 minutos atrasada no trabalho pq só pego o próximo ônibus...hehehehe...Tenho medo de crianças doidas.
E assim vou levando, ou melhor, e assim vou rezando para o meu carro sair do conserto.
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