sexta-feira, 10 de julho de 2009

Saindo do período sabático.

E voltando a escrever.

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Sul da Itália - Parte 3









Acordei bem cedo e resolvi pegar uma excursão para Capri. No meu barquinho tinham 8 americanas frenéticas da minha idade, o que tornou o passeio no mínimo engraçado. Para começar, enquanto eu estava de calça e moleton, elas estavam querendo mostrar os seus novos biquinis, que elas achavam superrr pequenos, e, qualquer brasileiro acharia uma fralda.
Fomos conversando o caminho todo e vendo as milhares de diferença entre morar em New Jersey e onde elas achavam que eu morava, Buenos Aires, " a capital do Brasil". Depois de uma breve explicação sobre geografia, samba e futebol, as coisas ficaram mais encaminhadas.

Chegamos em Capri e me separei delas, afinal 8 americanas de 20 anos só são suportáveis durante algumas horas. A ilha era chiquérrima, dava para imaginar facilmente uma mesa de almoço com o Picasso, Frank Sinatra e, de quebra, a Carolina de Mônaco. Todos por lá pareciam ricos, sofisticados e extremamente elegantes.

Agora imagina todos essas pessoas chiques carregando as suas malas caríssimas e as suas jóias de milhares de quilates numa fila de mais de 1 hora, completamente bagunçada, tentando pegar um bondinho para rsubir na melhor parte da ilha. Bizarro...

Bom, fiquei na fila, sendo esmagada por mais de 1 hora, quando consegui subir. Em cima era ainda mais chique, cheio de hotéis 5 estrelas e restaurantes que adorariam ter a chance de me expulsar pelas roupas que eu estava vestindo. Tirei fotos, almocei um sorvete e voltei em direção ao meu barco. E aí foi quando o dia começou a ficar legal.

O dono do barco, nosso motorista, era o máximo e perguntou se não queríamos fazer a parte menos turística da região e, por conseqüência, a mais legal.

Aceitamos na hora e fomos para um tour de barco no meio de grutas, cavernas e lugares paradisíacos com a água tão azul quanto a água dos meus sonhos.

Paramos em uma gruta e ele disse: Agora vamos nadar. Eu estava até empolgada, mas com os 20 graus que estavam fazendo eu só me preocupava com o frio que ia passar...Mas é aquela coisa...Oportunidade única e tal...Pensei 2 vezes e me atirei na água. A água não estava fria, estava congelada e o meu coração começou a bater tão forte que eu achei que ia ter um ataque. Fingi que estava tudo bem, fingi que também sabia nadar e graças a Deus, na verdade, graças a correnteza, cheguei onde todos estavam. 

Depois de recuperar o fôlego vi que as pessoas já estavam se preparando para a próxima aventura. Pular de uma pedra que tinha ali perto. Ok, mais uma vez pensei na teoria das oportunidades únicas e fui também. Foi bem divertido.

Voltamos nadando até o barco e eu, claro, engolindo água e me aprimorando na natação do estilo cachorrinho.

Mais uns 20 minutos, mais uma pausa. Agora era a chance de entrar a nado na famosa gruta azul. Das 8 meninas, apenas 3 tiveran coragem...E lá fui eu de novo fingir que sabia nadar. Fui engolindo água por todos os buracos do meu corpo até atravessar a gruta. Foi horrível, mas quando vi que tinha conseguido entrar e entendi o pq do nome Gruta Azul, o mundo parou e tudo fez sentido. Aquele lugar é lindo...

Voltei nadando, engolindo mais e mais água, mas apaixonada. Tudo valeu a pena.

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Sul da Itália - Parte 3

No terceiro dia de viagem eu resolvi comprar um pacotinho de excursão até Capri. Eu e mais 7 americanas da minha idade partimos cedo de barco 

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Sul da Itália - Parte 2

Cheguei em Sorrento e escolhi um hotel bem bonitinho para me instalar pelos próximos dias.  A cidade era uma graça, mas eu estava na busca de uma praia para tirar essa cor amarelada que grudou em mim e não parece ir embora tão cedo. Peguei um mapa e segui em direção aPositano.

Depois de 45 minutos de ônibus na costa Amalfitana, cheguei ao meu destino. Um lugar lindo, lindo mesmo, parecia uma favela, mas extremamente organizada e chique. O Rio devia seguir esse modelo...

A praia era pequena, mas com um mar azul turquesa, acompanhado de uma vila supercharmosa com ruas estreitas, muitas lojinhas e restaurantes, o que fazem do local, único. Só tinha um problema eu estava no topo da montanha olhando essa vista maravilhosa, mas não sabia como chegar até lá. E só então me deparei com o meu maior inimigo: as escadas.

              (Aqui era exatamente aonde eu estava...longeeeee da praia)


Não tive muita escolha, sai andando, descendo, descendo, descendo, me perdendo e só depois de 1 hora e meia eu cheguei no meu real destino. A vila estava cheia e tudo era muito caro, mas mesmo assim era maravilhoso. Como não dava para tomar sol por causa do friozinho que estava fazendo, resolvi passar nas lojinhas, almoçar muito bem e tirar fotos. Estava tudo muito bem, até que eu abri o mapa da cidade e estava escrito " último trem às 17:00".  Entrei em pânico, tinha pelo menos 2647505 degraus para subir e já tinha passado das 15:00.

Sai correndo de lá e comecei a maratona, subir, subir, subir...parar um pouquinho, beber água...subir, subir, subir, parar um pouquinho e lembrar como é respirar...Subir, subir, subir, parar um pouquinho e chegar a conclusão de que eu realmente não sou mais novinha, não.

Até que 16:59 eu cheguei no ponto e logo, logo o ônibus também chegou. Ele parou, mas não abriu a porta da frente, sem entender nada entrei na porta de trás. Foi aí que tudo fez sentido, se a lotação máxima era de 80 pessoas, tinham umas 140. Todo mundo em pé, cheirando mal e gritando como só os italianos sabem fazer. O cara da minha frente era bem maior do que eu o que me deixava numa situação horrível, a minha cabeça dava exatamente na altura do seusuvaco...E suvaco vindo da praia tá longe de ser gostoso...Fiquei alguns minutos sem saber o que fazer, morrendo de nojo, vendo aquela serra perigosa e imaginando que os 45 minutos que eu estaria lá passariam como 45 horas. Foi então que eu desencanei da compostura e sentei no chão do ônibus, abri um livro e fui levando joelhada o caminho inteiro. Mas acreditem, foi de longe a melhor opção.

Quando cheguei no hotel, não conseguia nem pensar...Me joguei na cama e dormi até o dia seguinte











terça-feira, 12 de maio de 2009

Sul da Itália - Parte 1




Tem horas que a gente cansa de morar na Europa, tudo parece tradicional demais, lento demais e pequeno demais. E quando isso acontece só há uma coisa que possamos fazer para voltarmos a gostar daqui: comprar uma passagem de avião bem barata para algum lugar desconhecido.

Assim, semana passada eu fui parar no sul da Itália e conheci - Nápoles, Pompéia, Sorrento, Positano e Capri. Vou tentar contar um pouquinho de cada aventura.

Nápoles

Já tinham me dito que Nápoles era feio, mas li em algum lugar que lá tinha a "melhor pizza do mundo" e como eu sempre acredito nestas coisas parei na cidade para ficar 1 dia. O que diziam que era feio é ainda pior, pensem no Largo da Batata... Com certeza o lugar mais sujo e perigoso que eu já vi. Cheguei no meu hotel bizarro, deixei tudo o que eu tinha de valor lá e fui em busca da pizza. 

Andei por mil camelôs, pelas pessoas mais feias do planeta, sarjetas imundas e cheguei. O lugar era superrr discreto, mas tinha um cheirinho ótimo. Pedi um lugar para sentar e fui parar numa mesa minúscula com mais 2 pessoas desconhecidas, já achei estranho, mas tudo bem. No cardápio só 2 sabores: marguerita ou marguerita com alho...Ok, escolhi a primeira e uma cerveja que veio quente num copinho de plástico. Para melhorar ainda mais o serviço, os garçons não se esforçam nem para entender- " Please, one marguerita." então você tem que optar pela mímica e passar alguns segundos de vergonha diante um restaurante cheio. Mas acreditem, mesmo com tudo isso, eu sai de lá feliz. Será que é milagre??? Não...É a melhor pizza do mundo, comprovadamente.

Já fora da pizzaria percebi que eu estava no lugar mais difícil de atravessar a rua do mundo. Em Nápoles não tem farol então as pessoas vão se jogando sob os carros até conseguirem chegar do outro lado. Eu esperava alguém atravessar para ir junto e, claro,  ia rezando durante a travessia toda, imagina morrer num lugar feio daqueles! 

Fui em direção ao museu nacional de lá, que é até bacaninha, mas juntar muitos italianos num espaço fechado deixa o lugar quase insuportável, eles falam numa altura de voz que deve ser até perigosa para o tímpano, e começam desde cedo, aqui os bebês não choram, eles berram. 

Meu dia em Nápoles estava no fim, graças a Deus...hehehehe. Fui para a estação pegar um trem até Sorrento. Sempre me imaginei como nos filmes, andando num trem lindo, passando na costa de Itália com alguma trilha musical fantástica ao fundo. E na real, o ipod até que estava contribuindo para a trilha, mas o caminho percorrido pelo trem deixa bastante a desejar e o trem nem deveria chamar trem, é um metro apertado que me fez ficar em pé segurando as minhas malas por 1 hora. 

Mas enfim, cheguei em Sorrento e tudo começou a melhorar.

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Quanto vale o show?

Uma breve história para um dia com um breve momento de folga.

Há alguns meses a crise invadiu o meu país, a minha cidade e, consequentemente, o meu bolso. Logo, tive que me livrar do meu bem mais precioso, a minha empregada. Ok, já estava um pouco de saco cheio, ela já estava acomodada, lerda e nunca conseguíamos entender o que ela falava, era um tipo de dialeto complicadíssimo.

Mas o tempo foi passando, a poeira acumulando, as roupas estragando e então fomos forçados a voltar a pensar numa diarista. Mas desta vez eu queria contratar alguém, de preferência, com TOC, para ter sempre vontade de arrumar as minhas coisas.

Um dia estava fazendo a unha, com a minha manicure  e resolvi perguntar: Gi, vc conhece alguma empregada que seja o máximo dos máximos.

E ela: Claro, a minha...Ela é ótima...Mas é cara.

Peguei o telefone mesmo sabendo que a empregada era cara e resolvi ligar.

Eu: Oi Marilene, tudo bom? Queria uma empregada para trabalhar umas 5 horas por dia em casa e tal, vc está interessada?
Ela: Sim, sim, posso ir, me fala o seu endereço.
Eu: Luciano Cordeiro...
Ela: Tá, eu vou com o meu carro, tem onde estacionar?
Eu: Sim, logo na porta

Desliguei o telefone feliz de ter encontrado uma empregada, mas logo me bateu uma tristeza que eu não sabia da onde estava vindo...Pensei, pensei, pensei...E cheguei a uma conclusão:

A minha manicure tem uma empregada cara
A empregada cara tem um carro
Eu não tenho nem carro e nem empregada
Então pq raios eu fui escolher ser publicitária??????

quinta-feira, 26 de março de 2009

Síndrome de Peter Pan. A minha favorita.

Antes dos 26: me divertindo

Depois dos 26: pagando contas.


Os tempos mudaram, hoje uma criança aprende a ler com 5 anos, uma menina perde a virgindade aos 14 e a Carol entra na famosa crise da meia idade em plenos 26.

Com 26 anos você já não tem mais a “desculpa” de ser jovem. Já não paga mais meia entrada em shows, cinemas, viagens, já está fora das pesquisas de mercado e, o pior, o seu seguro de saúde já é um pouquinho mais caro.

E agora? Virou adulto...Vai, levanta da cama, trabalha 10, 12 horas por dia para juntar dinheiro para comprar uma casa. Comprar uma casa? E a parte linda da independência que o aluguel te dá? Esquece...Independência não combina com a vida adulta, deixa a palavra que te marcou durante os últimos anos de lado e comece a gostar de outra: estabilidade.

Quer sair á noite, beijar um desconhecido e voltar feliz para casa? Não pode, quando sai com um homem já precisa perguntar se ele tem apartamento próprio, planos para o futuro e analisar se ele tem bons genes para ser pai. Gostou do cara, mas ele é orelhudo? Deixa a fila andar, o relógio está correndo contra você e o seu futuro marido tem que estar por aí.

Quer sair á noite beber um pouco a mais e chegar de ressaca no dia seguinte no trabalho? Não pode, não há espaço para enganos, se você errar uma vírgula por causa dos pós-efeitos da vodka a sua empresa perde milhões e você é demitida.

Quer começar algum idioma? Na-nã...Na sala só vão ter pivetes e você vai se sentir muito mal.

Ok, todo o lado ruim está explicado aqui em cima. Quer saber o lado bom de virar adulto? Eu também...Por enquanto não achei, por isso mesmo que chamo esse momento de: CRISE. Mas calma, também não estou com aquelas idéias malucas de começar a pescar e comprar uma porsche...Estou só aprendendo a viver como adulta. Já sei cozinhar, me maquiar, pagar impostos e já entendi que uma bolsa de couro vale 10 vezes mais do que 5 bolsas de plástico. Creio que estou no caminho certo. Daqui a pouco vou ficar mais azeda, perfeccionista e chata...Já estou me preparando...

Não acho que esse seja o fim do mundo, mas é o meio...hehehehe...Amigos casando, comprando empresas, tendo filhos, enfim, tudo o que parecia estar tão longe está do outro lado da rua. E o que eu espero mesmo é conseguir curtir tanto essa fase quando curti a minha fase “ jovem”. Porque conheço pouquíssimas pessoas que viveram cada segundo da juventude como eu.