quinta-feira, 23 de julho de 2009

Piada do dia.

Qual é o único lugar do mundo em que uma carteira de motorista vale por 50 anos, enquanto uma identidade vale apenas por 5?

A - Neverland
B - País das Maravilhas
C - Lisboa
D - Springfield
E - Gothan City

Agora vamos refletir um pouco. O que pode acontecer com uma pessoa em 5 anos para alterar um RG? Casar é uma delas, mudar de sexo outra...Hummmm, mas alguma? E o que pode acontecer nos próximos 50 anos que vá mudar o seu jeito de dirigir? Acho  que tudo, né?! Inclusive a invenção de carros voadores.


sexta-feira, 10 de julho de 2009

Melhor de 3.



Alguns países são ligados a números, por exemplo: na China, todos têm que ser o número 1, nos EUA todos gostam é de comer o número 1 e no Brasil, dizem que o número 1 é o Pelé. Já em Lisboa, o número 1 não vale nada, o 2 também não e o 3 número da vez.

Aqui você precisa de pelo menos 3 vezes para tudo, por exemplo:

Quer abrir uma conta no banco? 

Ok, a primeira vez que vc entra no banco o atendente, muito simpático diz: como posso ajudar?
E vc fala: Quero abrir uma conta.
Com um faro completamente aguçado ela já sabe, pelo ar, que é a sua primeira vez lá. Muito calmamente começa a ver todos os papéis e documentos que você trouxe. Em poucos segundos, o sorriso de servente se transforma numa cara de "comeu e não gostou" e ele solta a onomatopeia mais afiada de todas: hummmmmm...

Quando vc ouvir isso, já sabe...Não vai dar certo.

E ele diz: Por acaso você lembrou de trazer o documento comprovando que você realmente mora no seu prédio e assinado por 5 vizinhos que precisam ir juntos com você até a Junta da Freguesia para fazer um relatório de bom morador?

E você fica com aquela cara de idiota e de tanta raiva só consegue responder: O que?

E ele, da mesma forma que antes só diz: Por acaso você lembrou de trazer o documento comprovando que você realmente mora no seu prédio, assinado por 5 vizinhos que precisam ir juntos com você até a Junta da Freguesia para fazer um relatório de bom morador?

É claro que você não tem isso e nunca nem ouviu falar disso. Então pega o seu rabinho triste, coloca entre as pernas e volta para casa para resolver isso.

Para conseguir a assinatura dos 5 velhinhos vizinhos você demora 2 meses...São 2 meses sem conta em banco vivendo praticamente como pedinte.

Você volta lá depois de todo esse stress e a atendente que está no caixa nem te pede o documento dos velhinhos. Ok, trabalho jogado fora.

Então, quero abrir uma conta.
Atendente: Hummmmmm

Caramba, de novo...

Atendente: Já são 15:38 e nosso sistema acaba às 16:00. Desculpa, mas não tem como.

Mais uma vez você sai de lá traumatizada.

Mas....Da 3ª vez, como mágica, é tudo simples. Vc chega, ninguém vê direito os seus documentos e vc sai com uma conta no banco e ainda um desconto no plano de saúde. Dá para entender?

Isso se aplica para tudo, inclusive romances.

Convida uma menina para sair. Da primeira vez ela fala: nem pensar
Da segunda: Claro que não!
E da terceira vez: Por que demorou tanto?!

Bom, é assim que vivemos por aqui, ou melhor, sobrevivemos. Se 1 é pouco, 2 continua sendo pouco e vamos torcer para o 3 ser de mais.

 

Saindo do período sabático.

E voltando a escrever.

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Sul da Itália - Parte 3









Acordei bem cedo e resolvi pegar uma excursão para Capri. No meu barquinho tinham 8 americanas frenéticas da minha idade, o que tornou o passeio no mínimo engraçado. Para começar, enquanto eu estava de calça e moleton, elas estavam querendo mostrar os seus novos biquinis, que elas achavam superrr pequenos, e, qualquer brasileiro acharia uma fralda.
Fomos conversando o caminho todo e vendo as milhares de diferença entre morar em New Jersey e onde elas achavam que eu morava, Buenos Aires, " a capital do Brasil". Depois de uma breve explicação sobre geografia, samba e futebol, as coisas ficaram mais encaminhadas.

Chegamos em Capri e me separei delas, afinal 8 americanas de 20 anos só são suportáveis durante algumas horas. A ilha era chiquérrima, dava para imaginar facilmente uma mesa de almoço com o Picasso, Frank Sinatra e, de quebra, a Carolina de Mônaco. Todos por lá pareciam ricos, sofisticados e extremamente elegantes.

Agora imagina todos essas pessoas chiques carregando as suas malas caríssimas e as suas jóias de milhares de quilates numa fila de mais de 1 hora, completamente bagunçada, tentando pegar um bondinho para rsubir na melhor parte da ilha. Bizarro...

Bom, fiquei na fila, sendo esmagada por mais de 1 hora, quando consegui subir. Em cima era ainda mais chique, cheio de hotéis 5 estrelas e restaurantes que adorariam ter a chance de me expulsar pelas roupas que eu estava vestindo. Tirei fotos, almocei um sorvete e voltei em direção ao meu barco. E aí foi quando o dia começou a ficar legal.

O dono do barco, nosso motorista, era o máximo e perguntou se não queríamos fazer a parte menos turística da região e, por conseqüência, a mais legal.

Aceitamos na hora e fomos para um tour de barco no meio de grutas, cavernas e lugares paradisíacos com a água tão azul quanto a água dos meus sonhos.

Paramos em uma gruta e ele disse: Agora vamos nadar. Eu estava até empolgada, mas com os 20 graus que estavam fazendo eu só me preocupava com o frio que ia passar...Mas é aquela coisa...Oportunidade única e tal...Pensei 2 vezes e me atirei na água. A água não estava fria, estava congelada e o meu coração começou a bater tão forte que eu achei que ia ter um ataque. Fingi que estava tudo bem, fingi que também sabia nadar e graças a Deus, na verdade, graças a correnteza, cheguei onde todos estavam. 

Depois de recuperar o fôlego vi que as pessoas já estavam se preparando para a próxima aventura. Pular de uma pedra que tinha ali perto. Ok, mais uma vez pensei na teoria das oportunidades únicas e fui também. Foi bem divertido.

Voltamos nadando até o barco e eu, claro, engolindo água e me aprimorando na natação do estilo cachorrinho.

Mais uns 20 minutos, mais uma pausa. Agora era a chance de entrar a nado na famosa gruta azul. Das 8 meninas, apenas 3 tiveran coragem...E lá fui eu de novo fingir que sabia nadar. Fui engolindo água por todos os buracos do meu corpo até atravessar a gruta. Foi horrível, mas quando vi que tinha conseguido entrar e entendi o pq do nome Gruta Azul, o mundo parou e tudo fez sentido. Aquele lugar é lindo...

Voltei nadando, engolindo mais e mais água, mas apaixonada. Tudo valeu a pena.

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Sul da Itália - Parte 3

No terceiro dia de viagem eu resolvi comprar um pacotinho de excursão até Capri. Eu e mais 7 americanas da minha idade partimos cedo de barco 

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Sul da Itália - Parte 2

Cheguei em Sorrento e escolhi um hotel bem bonitinho para me instalar pelos próximos dias.  A cidade era uma graça, mas eu estava na busca de uma praia para tirar essa cor amarelada que grudou em mim e não parece ir embora tão cedo. Peguei um mapa e segui em direção aPositano.

Depois de 45 minutos de ônibus na costa Amalfitana, cheguei ao meu destino. Um lugar lindo, lindo mesmo, parecia uma favela, mas extremamente organizada e chique. O Rio devia seguir esse modelo...

A praia era pequena, mas com um mar azul turquesa, acompanhado de uma vila supercharmosa com ruas estreitas, muitas lojinhas e restaurantes, o que fazem do local, único. Só tinha um problema eu estava no topo da montanha olhando essa vista maravilhosa, mas não sabia como chegar até lá. E só então me deparei com o meu maior inimigo: as escadas.

              (Aqui era exatamente aonde eu estava...longeeeee da praia)


Não tive muita escolha, sai andando, descendo, descendo, descendo, me perdendo e só depois de 1 hora e meia eu cheguei no meu real destino. A vila estava cheia e tudo era muito caro, mas mesmo assim era maravilhoso. Como não dava para tomar sol por causa do friozinho que estava fazendo, resolvi passar nas lojinhas, almoçar muito bem e tirar fotos. Estava tudo muito bem, até que eu abri o mapa da cidade e estava escrito " último trem às 17:00".  Entrei em pânico, tinha pelo menos 2647505 degraus para subir e já tinha passado das 15:00.

Sai correndo de lá e comecei a maratona, subir, subir, subir...parar um pouquinho, beber água...subir, subir, subir, parar um pouquinho e lembrar como é respirar...Subir, subir, subir, parar um pouquinho e chegar a conclusão de que eu realmente não sou mais novinha, não.

Até que 16:59 eu cheguei no ponto e logo, logo o ônibus também chegou. Ele parou, mas não abriu a porta da frente, sem entender nada entrei na porta de trás. Foi aí que tudo fez sentido, se a lotação máxima era de 80 pessoas, tinham umas 140. Todo mundo em pé, cheirando mal e gritando como só os italianos sabem fazer. O cara da minha frente era bem maior do que eu o que me deixava numa situação horrível, a minha cabeça dava exatamente na altura do seusuvaco...E suvaco vindo da praia tá longe de ser gostoso...Fiquei alguns minutos sem saber o que fazer, morrendo de nojo, vendo aquela serra perigosa e imaginando que os 45 minutos que eu estaria lá passariam como 45 horas. Foi então que eu desencanei da compostura e sentei no chão do ônibus, abri um livro e fui levando joelhada o caminho inteiro. Mas acreditem, foi de longe a melhor opção.

Quando cheguei no hotel, não conseguia nem pensar...Me joguei na cama e dormi até o dia seguinte











terça-feira, 12 de maio de 2009

Sul da Itália - Parte 1




Tem horas que a gente cansa de morar na Europa, tudo parece tradicional demais, lento demais e pequeno demais. E quando isso acontece só há uma coisa que possamos fazer para voltarmos a gostar daqui: comprar uma passagem de avião bem barata para algum lugar desconhecido.

Assim, semana passada eu fui parar no sul da Itália e conheci - Nápoles, Pompéia, Sorrento, Positano e Capri. Vou tentar contar um pouquinho de cada aventura.

Nápoles

Já tinham me dito que Nápoles era feio, mas li em algum lugar que lá tinha a "melhor pizza do mundo" e como eu sempre acredito nestas coisas parei na cidade para ficar 1 dia. O que diziam que era feio é ainda pior, pensem no Largo da Batata... Com certeza o lugar mais sujo e perigoso que eu já vi. Cheguei no meu hotel bizarro, deixei tudo o que eu tinha de valor lá e fui em busca da pizza. 

Andei por mil camelôs, pelas pessoas mais feias do planeta, sarjetas imundas e cheguei. O lugar era superrr discreto, mas tinha um cheirinho ótimo. Pedi um lugar para sentar e fui parar numa mesa minúscula com mais 2 pessoas desconhecidas, já achei estranho, mas tudo bem. No cardápio só 2 sabores: marguerita ou marguerita com alho...Ok, escolhi a primeira e uma cerveja que veio quente num copinho de plástico. Para melhorar ainda mais o serviço, os garçons não se esforçam nem para entender- " Please, one marguerita." então você tem que optar pela mímica e passar alguns segundos de vergonha diante um restaurante cheio. Mas acreditem, mesmo com tudo isso, eu sai de lá feliz. Será que é milagre??? Não...É a melhor pizza do mundo, comprovadamente.

Já fora da pizzaria percebi que eu estava no lugar mais difícil de atravessar a rua do mundo. Em Nápoles não tem farol então as pessoas vão se jogando sob os carros até conseguirem chegar do outro lado. Eu esperava alguém atravessar para ir junto e, claro,  ia rezando durante a travessia toda, imagina morrer num lugar feio daqueles! 

Fui em direção ao museu nacional de lá, que é até bacaninha, mas juntar muitos italianos num espaço fechado deixa o lugar quase insuportável, eles falam numa altura de voz que deve ser até perigosa para o tímpano, e começam desde cedo, aqui os bebês não choram, eles berram. 

Meu dia em Nápoles estava no fim, graças a Deus...hehehehe. Fui para a estação pegar um trem até Sorrento. Sempre me imaginei como nos filmes, andando num trem lindo, passando na costa de Itália com alguma trilha musical fantástica ao fundo. E na real, o ipod até que estava contribuindo para a trilha, mas o caminho percorrido pelo trem deixa bastante a desejar e o trem nem deveria chamar trem, é um metro apertado que me fez ficar em pé segurando as minhas malas por 1 hora. 

Mas enfim, cheguei em Sorrento e tudo começou a melhorar.